Tivemos uma certa dificuldade para encontrar a casa de Ilza porque no bairro onde ela mora grande parte das ruas mudaram de nome. Com a ajuda de um funcionário de uma loja de materiais de construção achamos a rua da nossa quinta personagem.
Encontramos a casa, paramos o carro e batemos na porta. Chamamos por ela. Gritamos Dona Ilza, batemos palma e depois de alguns minutos ela apareceu. A demora se justificou quando a vimos. Ilza tinha um curativo na perna esquerda e andava com certa dificuldade.
Quando ela abriu a porta avistamos um quintal pequeno e humilde, de terra batida, cheio de árvores. Tinha bananeira, amoreira e até pé de abacaxi. Atravessamos o quintal e chegamos na sala, onde faríamos a entrevista.
Pedimos Ilza para se sentar no sofá da sala e o cinegrafista teve dificuldades para enquadrá-la. O espaço nesse cômodo também era pequeno. Mas havia ali um objeto significativo para o nosso trabalho e por isso optamos por fazer a entrevista lá mesmo. Atrás dela pendurado na parede estava um mural de fotos familiares. Entre muitas fotografias havia uma de Luan ainda criança, que morreu assassinado quando era jovem.
sábado, 8 de novembro de 2008
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário